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Em 30 jul, 2016

COLUNA DA ANA – “MEU MUNDO DE CORREDORA”

Eu corro. Por saúde, prazer, diversão, por inúmeros motivos, por nenhum motivo, mas eu corro.
Quando corro, colho frutos e apenas eles, porque todo o resto acaba convertendo-se inevitavelmente em conseqüências dos ganhos.

O cansaço, lesões, percalços, sede, mal estar, frio, calor, dores, fome e qualquer outro argumento para não correr, nada mais é do que o elo de cada passo para minhas conquistas. Sem o minúsculo lado negativo não tenho o imensurável positivo, portanto, corro.Sozinha ou em grupo, disposta ou nem tanto, ao correr torno-me criadora do meu próprio universo onde entra ou sai apenas o que minha vontade decide.
Como em um sonho, quando corro, minha concentração se eleva a níveis onde tudo se resolve, coisas boas acontecem, tudo é perfeito.

Crio o universo da minha corrida, sem importar se é um simples treino ou uma maratona no deserto. Nesse universo tudo posso e nele habilita todas as ferramentas para minhas vitórias. Quando algo me obriga a estender o tempo entre uma corrida e outra, não me abalo, sou uma corredora e meu status não muda por meros períodos de tempo.
Minha condição evoluída para corredora me presenteou qualidades olímpicas, pois nada menos que isso expressa as condições atuantes neste universo.

As medalhas que coleciono não são troféus de batalhas, são reconhecimento de todo o esforço envolvido até momento de merecê-las e principalmente a lembrança de todas as alegrias, amizades, aventuras e saúde que acumulei.

  • Por pracorrer  1 Comentários   2

    1 Comentários

    Por Mário Tavares em
    • 30 jul 2016
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    Que bela crônica, Ana, parabéns! Suas palavras descrevem o que também sinto quando corro. Abraços.

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